Quem trabalha com varejo sabe que a operação é um leão por dia. Mas tem um dado recente que faz a gente parar para pensar: a cada R$ 61 que entram no caixa, R$ 1 some em perdas.
Parece pouco quando olhamos de forma isolada, não é? Mas a Abrappe colocou isso em números reais e o impacto é gigante: o varejo brasileiro perdeu R$ 42,1 bilhões em um ano. É dinheiro que simplesmente virou fumaça.
O senso comum costuma apontar os furtos como o principal problema. Mas quem está no chão de loja sabe onde o calo aperta. Uma grande parte desse dinheiro está sendo perdida dentro da própria operação e, muitas vezes, por problemas que poderiam ser identificados e tratados pela gestão.
É a mercadoria que vence no estoque por falta de giro ou por um erro de compra. É aquele produto que o sistema mostra como disponível, mas a prateleira está vazia — o famoso estoque fantasma. É também o item que está trancado no depósito porque ninguém teve tempo de abastecer a gôndola. O cliente quer levar, não encontra e acaba comprando no concorrente.
O faturamento é sempre um número a ser perseguido. É ele que todos querem olhar para saber se a empresa está crescendo. Mas faturar mais não significa, necessariamente, ganhar mais.
É a eficiência da operação que ajuda a transformar faturamento em resultado e pode levar o negócio a um novo patamar.
Por isso, olhar apenas para quanto entra no caixa não é suficiente. É preciso entender quanto está sendo perdido no caminho, onde essas perdas acontecem e, principalmente, o que pode ser feito para reduzir esse impacto.
Você já fez uma análise das perdas da sua empresa? Já tem um plano para identificar e tratar esses problemas?